Abuso do Álcool: a dependência alcoólica é genética?

Tenho certeza que você já deu risada de alguma coisa que uma pessoa bêbada fez ou que não conseguiu fazer. Mas, pensando na saúde, o abuso do álcool não é nada engraçado.



Segundo um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 3 milhões de pessoas morreram por uso nocivo de álcool em 2016. Isso representa uma em cada 20 mortes. Mais de três quartos delas ocorreram entre homens. No geral, o uso nocivo do álcool causa mais de 5% da carga global de doenças.


Segundo a OMS, o uso perigoso do álcool “é o consumo regular que traz consigo o risco de conseqüências prejudiciais”, físicas, mentais ou sociais. O uso prejudicial, também chamado de abuso do álcool, envolve o hábito de beber que já está provocando danos físicos ou mentais, mas que ainda não levou à dependência. A dependência é “a perda do controle da abstinência de bebida”.



Será que o álcool pode prejudicar o meu cérebro?


O etanol, composto químico que pode ser encontrado na maioria das bebidas alcoólicas, é uma neurotoxina. Neurotoxina é uma substância que pode danificar ou até destruir o sistema nervoso.

Além de causar alteração na química cerebral, o abuso do álcool pode levar à degeneração e à destruição celular, modificando a própria estrutura do cérebro.


Quando uma pessoa fica bêbada, ela está, na verdade, sofrendo um tipo de envenenamento. Em grandes quantidades, o etanol resulta em coma e morte.


O corpo humano tem a capacidade de converter o etanol em substâncias que não são prejudiciais, mas não consegue fazer isso imediatamente. Se o álcool for ingerido num ritmo mais acelerado do que o corpo pode controlar, o etanol se acumulará no organismo e começará a interferir nas funções cerebrais. Como isso acontece?

O etanol modifica as reações químicas que ocorrem nos neurônios que estão ligadas a fala, visão, coordenação, pensamento e comportamento, impedindo o cérebro de funcionar normalmente.


Quando a pessoa bebe com freqüência, seu cérebro se adapta para compensar o efeito tóxico do etanol e manter a função do nervo normalizada.

Beber com frequência leva a tolerância, ou seja, com o passar do tempo, a pessoa vai ter que beber mais para sentir o mesmo efeito de antes.


Da tolerância para a dependência é um passo muito curto. A pessoa dependente de álcool fica tão acostumada com a presença de álcool que o seu cérebro não consegue mais funcionar normalmente sem ele. Para manter o equilíbrio químico, o corpo precisa do álcool. Se ele fica sem, seu cérebro fica totalmente desestabilizado e começa a desenvolver sintomas de abstinência.



A dependência alcoólica é genética?


Os cientistas descobriram vários genes que, aparentemente, influenciam a reação das pessoas ao álcool. Entretanto, fatores genéticos não são os únicos que influenciam no alcoolismo.

Mesmo que algumas pessoas, de fato, tenham uma predisposição genética, a dependência é evitável. Fatores ambientais estão envolvidos. Entre os fatores de risco citados estão: falta de cuidados adequados por parte dos pais, abuso do álcool em casa ou por amigos, situações conflitantes, dificuldades emocionais, depressão, agressividade, busca de fortes emoções, alta resistência aos efeitos do álcool ou vício em outras substâncias. Esses fatores e outros abrem as portas para a dependência.



Como acontece a cirrose hepática?


O álcool é metabolizado pelo fígado. Por isso, o uso prolongado de álcool pode prejudicar o fígado.

A decomposição do etanol torna a digestão de gorduras muito lentas, de forma que elas se acumulam no fígado. Com o tempo, se desenvolve uma inflamação crônica no fígado, ou hepatite. Se não for monitorada, essa inflamação causa o rompimento e a morte das células. O estágio final é a cirrose. O ciclo vicioso de inflamação e destruição celular constantes causa lesões irreversíveis. O fluxo normal do sangue se cessa, resultando na falência do fígado e na morte.




Não beba se...


▪ for dirigir ou operar máquinas;

▪ estiver grávida ou amamentando;

▪ se for tomar remédios;

▪ tiver determinados problemas de saúde;

▪ não conseguir controlar o quanto bebe.

▪ Não entre em um carro cujo motorista tenha bebido.

▪ Não deixe seus amigos ou pais dirigir sob a influência do álcool.


Se você tem problemas com o álcool, procure ajuda imediatamente.



Você sabia?


  1. Quando uma pessoa bebe demais, ela apresenta todos sintomas comuns da intoxicação: fica menos inibida, com a fala indistinta, a visão embaçada e os movimentos lentos.

  2. As mulheres que bebem diariamente correm maior risco de desenvolver câncer de mama. Segundo certo estudo, o risco para as mulheres que tomavam três ou mais doses de bebidas alcoólicas por dia era 69% maior do que para as que não bebiam.

  3. “O álcool é muito pior para o desenvolvimento do feto do que qualquer outra droga usada de forma errada”, noticia o jornal International Herald Tribune. Quando uma mulher grávida bebe, a criança em desenvolvimento também bebe, e o efeito tóxico do álcool é extremamente prejudicial nesses estágios de formação do feto. O álcool causa danos irreversíveis ao sistema nervoso central.

  4. Um artigo publicado em 2004 na revista Nature mostrou que “mesmo pequenas quantidades de álcool aumentam o risco de lesões e agravam as chances de desenvolver cerca de 60 doenças”.

  5. Quando você bebe de estômago vazio, o álcool no seu sangue atinge o nível mais alto cerca de meia hora depois de ingerido. Ao contrário do que muitos acreditam, beber café, respirar ar fresco e fazer exercício físico não ajudam a ficar sóbrio. Só o tempo abranda o efeito do álcool em seu organismo.


Fonte: g05 8/10.


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